terça-feira, 14 de junho de 2011

Andrés Sanchez, do Corinthians, ganha estádio por apoiar Ricardo Teixeira


Fernando Dantas/Gazeta PressDirigente se alia ao presidente da CBF e recebe sede da Copa como prêmio.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem um aliado de peso em São Paulo: é o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.

Num clube cheio de craques, com a segunda maior torcida do Brasil, e uma das mais apaixonadas do mundo, ele conseguiu ficar em evidência sem nunca calçar uma chuteira - longe do gramado, na tribuna de honra.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não esconde o que deseja e, sobretudo, o que faz no futebol.
Em 2007, o Corinthians passou pelo vexame de ver a sua sede invadida pela polícia. Com autorização da Justiça, agentes recolheram documentos e computadores. O alvo era o então presidente Alberto Dualib.

Andrés Sanchez tinha sido vice-presidente de futebol de Dualib pouco antes: eram os tempos de Carlitos Tevez dentro de campo.

Fora de campo, quem comandava era Kia Joorabchian (representante da então parceira MSI). O iraniano era acusado de usar o clube para lavar o dinheiro roubado pela máfia russa.

Kia e Andrés viraram íntimos. Saiam sempre juntos para aproveitar a noite paulistana.

Dualib acabou condenado a três anos e quatro meses de prisão em regime aberto. Andrés escapou, não se sabe como.

Acuado pela polícia, Andrés pulou rápido para o barco da oposição. E acabou eleito presidente do Corinthians em 2007.

Quem conhece os bastidores da política corintiana, como o jornalista e blogueiro Paulo Cézar Prado, o Paulinho, diz que a parceria com Kia continua.

- O senhor Andrés Sanchez é laranja do senhor Kia Joorabchian. Kia Joorabchian é hoje o presidente de fato do Corinthians e o André Sanchez é o presidente de direito.

Corintiano da velha guarda, Cyborg coleciona denúncias contra Andrés Sanchez. Ele já pediu ao conselho deliberativo do clube informações sobre transferências de jogadores, que considera suspeitas.

- Contratar 130 jogadores para disputar três anos de campeonato? Nem o Dualib que ficou 15, 14 anos no poder contratou tanto. E nem no mundo. Essa metodologia deixa muita dúvida no seu procedimento. 

Fonte: R7.com

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